segunda-feira, 26 de maio de 2008
Breaking news
Sinceramente, não sei que mais hão de fazer para publicitar a equipa de todos nós. Espero, como é óbvio, que Portugal consiga superar a fase de grupos, apesar das esperadas difculdades. Os suíços jogam em casa, os checos apresentam sempre equipas bastante consistentes e experientes e os turcos jogam sempre nos limites da raça e da paixão.
Porém, se Zé Cabra decidir fazer uma gracinha e se juntar à comitiva portuguesa já em solo helvético... Aí sim. Venham Platinis, Zidanes, Henrys, Pirlos, Huntelaars ou David Villas à vontade. Estamos cá para bater o pé a todos, nem damos hipóteses.
Ah e se o sr.Roberto Leal resolver cantar o hino nacional, como em 2004 após a fatídica final? Levantavamos a taça, por falta de comparência dos adversários.
Enfim, tantas notícias por divulgar e só nos dão disto...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Músicas...
Deixo-vos então com este grande clássico de Tracy Chapman, "Baby can I hold you".
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Etimologia Farmacêutica
Perguntarão vocês: a que propósito vem este energúmeno estampar aqui esta distinção?
Respondo eu: porque fui a uma farmácia e fiquei abismado com o "nome civil" de certos fármacos.
É algo de verdadeiramente fascinante. Em que é que se inspirarão os farmacêuticos para atribuirem nomes aos seus medicamentos? Pergunto-me, muito honestamente, qual será a origem etimológica da palavra "Augmentin"; Ipesandrine seria algum antigo chefe de estado da ex-URSS? Aspegic foi o melhor marcador da liga Jugoslava de futebol 78/79? Ben u Ron teria sido amigo de infância de Mao Tsé Tung? Zovirax, produto para o herpes labial ou nome de hacker internacional? Brufen, Canesten, Lendormin, Xanax e Prozac surgiram de onde?
Mais: quem é que se lembrou de chamar Viagra ao olhar para o processo de erecção de um pénis?
Enfim... Se atribuissem aos medicamentos o nome da doença a que se destina, tudo seria mais fácil para os consumidores e pouparia esforço mental aos criadores. Criatividade, inspiração ou dádiva divina? Naaa... Acho que é mais distribuição aleatória de letras.
sábado, 3 de maio de 2008
Cromos da bola
Nos dias que correm, já emancipado e com a barba a crescer desenfreadamente, com (alguma) maturidade, abandonei essas lides. Isso não me impediu, contudo, de recentemente dar uma olhada na caderneta da presente temporada (BwinLiga 07/08).
Esse acto deixou-me abismado e a questionar todas as minhas capacidades de observação do meu desporto de eleição. Agora, por baixo da foto dos craques, aparece uma pequena descrição dos mesmos...
Fiquei com a sensação que o Estrela da Amadora tem um plantel ao nível da Premier League; que Pedro Mantorras é "um verdadeiro cozinheiro de golos"; que Tiago Targino é um prodígio técnico; que a Académica tem duas muralhas no lugar de guarda-redes; que Jair Baylon tem tudo e mais alguma coisa para ser Bola de Ouro; que Paulão deveria abandonar a Naval para fazer dupla com Rio Ferdinand no Man Utd...
Cheguei à conclusão que o nosso principal campeonato é, seguramente, o mais competitivo do mundo. Todos os pontas-de-lança têm faro de golo e um instinto matador , não há um único extremo que não seja um quebra-cabeças para o lateral contrário, os médios foram buscar ao útero materno uma criatividade renascentista, os guarda-redes (sem excepção) são gatos entre os postes e seguros fora deles e, como se não bastasse, todos os centrais são intransponíveis.
Gilles Binya não consta na referida caderneta. Porque será? A resposta é simples: para que o seu primor técnico e a sua subtileza nas entradas para desarmar os adversários não ofusquem os demais jogadores/craques. Além disso, a segurança de quem ousasse ter o astro camaronês repetido estaria em franco perigo, pois qualquer jovem estaria disposto a fazer tudo para o adquirir.
Cardoso é apontado de antemão como o melhor marcador da prova, mas Miljan Mrdakovic parece ter tudo para apimentar a discussão. Lisandro Lopez provavelmente precisará de anti-depressivos.
Bem, eu até já estava a ficar convencido que aquilo de facto era verdade e que eu é k não sabia nada de futebol, mas Zoro deteve a minha atenção. "Hostil". Assim era definido.
Toda a gente sabe que ele é uma jóia de moço!
Bolas, afinal o nosso campeonato continua uma valente "M"...
(NOTA: POST PUBLICADO SIMULTANEAMENTE NO TORRADA DO MEIO E NO WHO CARES)
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Efemérides
25 de Abril nos dias de hoje? Mais uma efeméride, cada vez mais me convenço disso.
Um feriado que calha sempre bem, como todos os outros, isto é, mais um pretexto para não trabalhar.
É conveniente para tirar Paulo de Carvalho, Zeca Afonso e outros que tais da bafienta caixa de memórias, ouvir depoimentos da guerra do Ultramar, ver o "Capitães de Abril" num dos canais públicos, contemplar cravos estampados nas capas de todos os jornais diários, etc.
Há excesso de liberdade? Talvez. Talvez tenhamos entrado no sinuoso campo da libertinagem (como já foi referido); a liberdade de cada um dever-se-ia circunscrever ao limite do respeito pela liberdade dos outros, com o mínimo de bom-senso e de princípios. Infelizmente, a "liberdade" é tamanha, que o próprio conceito de bom-senso se dilui na vida em sociedade, em que a obediência a normas jurídicas, morais ou até religiosas é vista como uma forma de submissão e/ou atentado à autodeterminação individual.
Uma visão mais pessimista (e realista) poderia concluir que estamos, ainda que não tenhamos noção, a ser vítimas do excesso de permissividade. Nem neste campo deixam de se verificar gritantes assimetrias, nas quais aos titulares do poder político não podem deixar de ser imputadas responsabilidades. Fraudes continuam a aparecer na "cadeira do poder" tal como antes de 1974, ao mesmo tempo que se defraudam as expectativas dos eleitores.
Entendo que os períodos revolucionários são cíclicos e isso dificilmente pode ser contrariado - a mudança nunca agrada ou desagrada a todos (senão, o que seria da democracia?). Precisamente por isso, não soa assim tão estranho que uma nova revolução, perante os cenários recorrentes de instabilidade política e partidária, de desemprego e aumento do custo de vida, entre outras e incontáveis razões, ecluda no nosso país, embora em moldes diferentes de há 34 anos atrás.
Uma coisa é certa. O 25 de Abril veio mudar mentalidades e todo um país de forma geral; Despertou os portugueses para a realidade chamada democracia; contudo, por muitas lutas que se travem, por maior e nobre que seja o interesse, o esforço e a vontade, jamais teremos uma sociedade perfeita.
Por isso, 25 de Abril hoje é mais um trecho de história do que verdadeiramente um pedaço de realidade, uma mera data ou recordação.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Músicas...
Os "Get Cape, Wear Cape, Fly" são um exemplo de como fazer música agradável, com letras descontraídas, entre o brit pop e uma onda mais alternativa, e que em Portugal nunca passaram em nenhuma rádio ou programa televisivo - com muita pena minha.
Fica aqui o tema "Chronicles of a bohemian teenager".
(Aproveito para dedicar esta música aos amigos que me acompanharam -bem como os que não puderam estar fisicamente presentes- numa hora difícil, que me ajudaram a olhar em frente e a não desanimar perante a cruel realidade. Jamais poderei esquecer. Mais uma vez, muito obrigado.)
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Show me your identification!
Por norma, esse cartão acompanha a pessoa na carteira, sendo apresentando apenas quando estritamente necessário. Como é óbvio, ninguém o usa ao pescoço, para que toda a gente o veja. Na verdade, e na maioria das vezes, até preferimos que nenhuma pessoa lhe ponha a vista em cima.
Porque será?
a) Porque a minha mãe tem um nome que parece uma distribuição aleatória de letras
b) Porque nasci numa terriola algures no interior, tipo Sto Isidro do Montejunto
c) Porque a minha caligrafia é quase ilegível
Nada disso...
A verdade é que um dos requisitos do B.I. é a foto do indivíduo. E que atire a primeira pedra quem nunca ouviu frases como:
-"Ahhh... És mesmo tu? Nem pareces o mesmo!"
-"Que cabelo é esse?" (é a que eu mais oiço... vá-se lá saber porquê)
-"Jesus, que cara de miudinho!"
-"Tavas mais magrinho/gordinho aqui..."
-"Kakakakakakaka...."
Além disso, depois de ver a foto, ninguém mais repara no resto... Nem mesmo que aquando da data de emissão medias 1,37m.
Sentimos que temos um alter ego, um Mr.Hyde que persegue Mr.Jeckyl para todo o lado, sempre disposto para o assombrar a qualquer momento.
Para consolação de minha penada alma, em 2010 vou poder dar um novo look aos registos. No entanto, por muito que não queira, em 2020 esse traço da minha figura já estará convertido em heterónimo...
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Efeito Férias Desportivas
Infelizmente, a inspiração parece ter ficado enterrada algures na areia da Praia do Barril. Apesar de tudo, e enquanto ideias (in)decentes teimam em não pairar sobre mim, deixo vos com um vídeo no mínimo curioso...
Quem inventou a expressão "dar tiros nos pés", devia estar a assistir a este jogo da liga húngara. Um verdadeiro drama para o defesa, uma decepção para os adeptos e companheiros de equipa.
E agora não me digam que não é ingrato ser guarda-redes...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Autoridade
Além de ficar a saber que a maioria dos alunos do 9ºC de uma escola portuense reprovaria se o ano lectivo terminasse agora, e que Eduardo, além de dar pontos, também dá taças, li um artigo que igualmente me despertou a atenção:
“Um inspector da Polícia Judiciária foi detido por militares do subdestacamento da Brigada de Trânsito (BT) da GNR de Coina, depois de ter recusado a soprar o balão na sequência de um acidente.O caso ocorreu na A2, quando um carro ligeiro, um Renault propriedade do Estado, embateu na traseira de um veículo pesado, quando circulava em direcção a Lisboa. A BT foi chamada ao local e, como é normal, pretendeu submeter os intervenientes no acidente aos testes de alcoolemia.O condutor do ligeiro recusou-se, no entanto, a soprar ao balão e os militares da BT acabaram por verificar que se tratava de um inspector da PJ de Lisboa e que o carro estava ao serviço da Judiciária. O inspector apresentaria sinais de embriaguez.Os militares deram-lhe ordem de detenção, mas o inspector acabaria por ser libertado com a obrigação de se apresentar amanhã no tribunal do Barreiro.”
Antes de mais… Inspectores embriagados parados na Coina? Ok, não vou enveredar pelo mundo obscuro da piada fácil, embora tivesse muito por onde pegar. Deixo isso a cargo do leitor.
Agora, numa das épocas do ano marcada pelo controlo apertado nas estradas, em que os principais blocos informativos (por intermédio de “agentes da autoridade”) dão grande ênfase à evolução da secção de necrologia rodoviária do período em questão, e em que se aconselha total precaução na partida e no regresso a casa, não me parece muito correcto – corrijam-me se estou enganado - que um elemento de uma força policial, utilizando um veículo do Estado, embata com o mesmo noutra viatura, sendo a causa mais que provável a embriaguez
Mais grave ainda: o agente, ao serviço da Judiciária, recusou-se a confirmar o seu estado psíquico, abstendo-se de soprar o balão…
Veremos, pois, se a Justiça se abstêm de punir o senhor em causa. Honestamente, já não me surpreenderia. Aliás, já quase nada me surpreende. Nem mesmo o facto de o Sporting ter falhado mais três grandes penalidades…
segunda-feira, 17 de março de 2008
Prevenção
Ora, sendo o cólon um órgão do corpo humano, está - como qualquer outro - sujeito a várias doenças, que podem ser detectadas se tivermos alguns cuidados específicos, evitando deste modo incómodos de maiores proporções para a nossa saúde. Todavia, a prevenção não é muito apelativa: passa por analisarmos as fezes, para averiguar alguma anormalidade, quer na textura, quer na cor, sabendo que a presença de sangue não augura nada de positivo.
Na vida, é nos ensinado que errar é característico do Homem.
Ora, sendo nós humanos, estamos sujeitos a cometer deslizes, prejudiciais para nós e para aqueles que nos rodeiam, mas que podem ser evitados se adoptarmos as saídas mais racionais e correctas em detrimento das mais fáceis e erradas. A dificuldade está em assumir o erro e, sobretudo, em remediá-lo.
Ninguém escolhe estar doente, do mesmo modo que ninguém erra se a solução mais fácil for a mais acertada. Se nos descuidarmos, uma ferida mínima no tecido intestinal pode infectar e ter, em casos extremos, consequências irreversíveis. Se não repararmos os nossos equívocos, corremos o risco de perder o controlo da nossa vida, arranjando todo o tipo de conflitos.
Cheirassem as fezes a rosas, e não pensavamos duas vezes antes de as analisarmos. E defecar... Fazêmo-lo com mais frequência do que damos conta.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Músicas...
Serj Tankian, Daron Malakian, Shavo Odadjian e John Dolmayan criaram um tipo de música dificilmente catalogável. Com vozes inconfundíveis, diversidade instrumental, som forte e letras marcadamente políticas, foram gerando desde 1998 (com o álbum homónimo) uma enorme legião de fãs por todo o globo, tendo lançado até ao momento cinco albuns.
É, sem dúvida, uma das minhas bandas de eleição. Deixo-vos aqui com uma música que diz muito do estilo crítico dos SOAD, retirado do disco Mezmerize.
Sad Statue-System of a Down
quinta-feira, 6 de março de 2008
Oh (un)happy day...
Dissertei mentalmente sobre a felicidade. Todos nós julgamos que somos ou que um dia seremos felizes, de uma maneira ou de outra; e acreditamos que isso passa invariavelmente por uma vida a dois. Bem, se isso fosse verdade, não haveria tantos divórcios em curso.
É, pois, efémera essa coisa da felicidade. E manifesta-se tanto nas grandes coisas, que realmente nos deixam marcas - positivas ou negativas - para toda a vida, como nas pequenas, aparentemente insignificantes, mas que nos permitem alcançar alguma satisfação. Aliás, já diz o badalado jingle: "Kinder Surpresa dá-nos grandes momentos de felicidade..."; talvez isso explique a perdição de algumas pessoas pelo chocolate, mas é só uma mera suposição.
Erradamente, cheguei a pensar que tudo aquilo que fazia era com o intuito final de alcançar a felicidade suprema, etérea (e inalcansável). Analisando bem, limito-me a encadear aquilo que faço, (re)agindo naturalmente face às exigências e circunstâncias do quotidiano, não tendo presente no subconsciente um longo prazo, já que um simples pormenor pode fazer toda esse horizonte temporal ruir.
Em suma, posso dizer que vou sendo feliz, mas jamais serei feliz. Tenho uma vida estável, sei reagir positivamente às adversidades, posso até vir a ser bem sucedido naquilo que vou fazendo; no entanto, só com certezas absolutas é que posso ter a felicidade como um dado adquirido. E certezas... só tenho uma.
"O que é que isso contribuiu para a tua felicidade?". Não sei. Cada um sabe - ou julga saber - aquilo que carece para ser feliz. Resta é saber se estará disposto a fazer tudo para o conseguir.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Ode ao pessimismo
Os menos, digamos... espirituosos, temiam (ainda que não o assumissem) um colapso tecnológico aquando da passagem de ano. Enfim, havia uma expectativa generalizada relativamente ao pós 2000.
5... 4... 3... 2... 1... FELIZ ANO 2000!
Nada aconteceu para além dos habituais foguetes, do vigoroso bater das panelas, da algazarra das passas e do champanhe, das incontáveis preces ansiando uma vida mais rica, cheia de paz e amor, sem guerra nem fome e com os blocos informativos mostrando a meia-noite do mundo inteiro.
Contudo, em Portugal, o receado "Bug" do milénio apareceu. Não no dia 1 de Janeiro, mas no dia 1 de Setembro.... O mundo descrito por George Orwell caiu sobre nós, invadindo a nossa privacidade psicológica, desconstruindo conceitos e modificando -para pior- toda uma sociedade.
A tirania estava disponível à distância de um telecomando. Não havia "minutos do ódio", mas horas do ódio...
The Bug is watching you...
Tal como em Hiroxima e em Nagasaki, as radiações continuaram a afectar o território por longos longos anos. ..
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Bio Activia
Após um semestre atribulado, com muita festa, poucas aulas, algum álcool, nenhum tabaco, resmas de fotocópias e de stress próprio de quem está a ser avaliado, volto à habitual rotina.
Com o regresso das aulas, voltou também a sazonal promessa. Agora é que vai ser estudar, não vou faltar a nenhuma aula, vou passar apontamentos a limpo e começar a preparar-me mais cedo para os exames, para me licenciar com melhores notas e em tempo útil de preferência.
Palavras, leva-as o vento. Ao amanhecer do novo período lectivo, já algumas nuvens começam a ensombrar o dia. A força de vontade converte-se em fraqueza. A preguiça explica o porquê de ser um dos "seven". A brisa vai-se tornando, rapidamente, num autêntico tornado, arrastando todas as juras feitas pouco tempo antes.
Deixo-me tentar por visitas a amigos e amigas que moram longe. Jogo futebol com mais regularidade. Sucedem-se as noites mal dormidas sem nenhum motivo aparentemente racional. Tuna académica e ensaios que duram horas. Praxe.
Quem corre por gosto não cansa. Aos caloiros de Direito, juntam-se os de Arquitectura, Medicina e Psicologia. Suo a camisa do traje até deixar marcas negras, tapado por uma capa que me conforta quando está frio e que me consome muitas calorias quando está calor. Faço o possível por chegar no início das sessões e sair sempre no fim, tentando ser criativo naquilo que digo, mas conservando a necessária distância. Não deixo de invejar a alegria com que os novatos se relacionam, mas já tive o meu tempo.
Tive o meu tempo, e não o desperdicei. Continuarei a ter tempo para viver e respirarei o menos possível.
Se efectivamente parar é morrer, espero, quando tal acontecer, encontrar as 7 bolas de cristal que me ressuscitem, que me tragam novas emoções, que façam fugir de uma vida pálida, completamente saudável para o corpo, excelente para o Curriculum Vitae, mas devastadora para o Ego.
24 sobre 24 horas vou caminhando. Até que um dia pararei de vez. Não quero saber quando nem como. Apenas pretendo que, mais que do que uma vida, tenha tido uma grande vivência.
"Todos os homens morrem, mas nem todos realmente vivem"
(e com mais um cliché vos deixo)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Músicas...
Videoclips dispendiosos, sem conteúdo e com música "eufemisticamente" medíocre, vêm afectando cada vez mais estas nossas capacidades sensoriais.
Chris Isaak - Wicked game
Já não se fabrica...
Música dos anos 80 e inícios de 90, um verdadeiro mundo a explorar, sem dúvida.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
The boy who cried wolf
Inovador, sem dúvida. Horácio prometeu, e eu acreditei. Fiquei a ver o programa até ao fim, assistindo esperançado à sucessão de profissionais (?) da comédia, esperando contemplar voluptuosos seios, céleres equídeos e emancipados humanos de baixa estatura, que irrompessem palco dentro, corporizando o meu anseio.
Horácio prometeu, e eu acreditei. Um indivíduo de natural de Braga afirmava ter problemas de identidade por ter perdido o seu BI. Menezes cantava "seven seconds" imitando quase na perfeição Youssou N'Dour e Neneh Cherry. Nogueira declarava o seu amor a D.Duarte Pio. Tibúrcio, Matumbina, Tone e companhia faziam a audiência rir a bandeiras despregadas com o seu tom rude e brejeiro.
Horácio prometeu, e eu acreditei. Tinham passado meses e eu, embora não com o mesmo fervor, conservava a minha fé. Afinal, aquilo era um programa de televisão. Ele não podia defraudar assim as expectativas de tantos telespectadores, não em directo, ao vivo e a cores.
Horácio prometeu, e eu acreditei. Acreditei porque era um jovem imberbe, emanando inocência de forma pueril por todos os meus poros. Um ano correu no meu calendário.
Horácio prometeu e eu já não acreditei. Boicotei a televisão portuguesa. Questionei o valor da verdade. Os meus pais sempre me ensinaram que mentir era muito feio; imaginava Horácio disforme, horroroso por dentro e por fora. Não só não tinha pescoço a alicerçar a cabeça, como também não possuía moral a sustentar-lhe a alma. Seria lícito publicitar tais ocorrências, sabendo que não iriam acontecer, em nome de audiências? Será possível que continuemos a aplaudir estes ditadores de audiências? Será o Share mais importante do que o sorriso de uma criança? Não obtinha respostas e entrava em depressão.
Horácio prometeu e cumpriu. Mas fê-lo demasiado tarde. Era eu já uma sombra, desconfiado, decrépito e já completamente descrente no mais comprovado dogma, quando os seios viam, despudoradamente, as luzes da ribalta. Já lá não estava para ver.
Horácio, para ti, faço minhas as palavras do povo (que te acompanhava ao vivo, semana a semana), inquirido por Fernando Rocha: Ladies and Gentleman....
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Especiarias psicotrópicas
Bem, parece que a internet (e o Youtube) já chegam à Índia. Não é, de facto, nenhuma surpresa. Estamos a falar de um país que se encontra num processo de desenvolvimento tecnológico bastante acentuado, com uma grande margem de progressão neste capítulo e que poderá vir futuramente a receber muito maior notariedade.
Vasco da Gama, quando lá chegou em 1498, encontrou as tão almejadas especiarias que contribuiriam para o engrandecimento da Nação portuguesa.
Se tivesse lá chegado hoje, no lugar disso teria encontrado não essa, mas outra fonte de riqueza... Uma autêntica pérola para os nossos sentidos
Não sei o que é que aquelas especiarias continham, mas coisa boa não era de certeza...
Compatibilidades
Ok, pensei eu...
Coisas não faltam para escrever. Disparates não têm limites para serem ditos desde que não ofendam ninguém. Estudos científicos podem ser incessantemente realizados, visto que qualquer coisa pode ser susceptível de análise. Até cartas de amor (porque não?) sem um destinatário concreto (ou talvez sim) podem ser escritas. Não sou de ferro, essas maleitas também ocorrem eventualmente... Enfim, sentei-me diante do meu ecrã sem saber ao certo o que escrever.
Contudo, um novo obstáculo apresentou-se perante mim. Provavelmente não estava preparado para ele. Qualquer nome que digitasse para dar vida ao blog morria logo antes do parto. Tal como a identidade genética de cada ser humano, não podem existir dois blogs iguais (pelo menos não podem ter o mesmo nome).
Isso, como todas as coisas que me rodeiam e que relevam, fez-me pensar. Não havia um único nome com algum sentido que não existisse já na blogosfera. Serei eu apenas mais um com as mesmas ideias de milhões de outras pessoas? Haverá alguma relação transcendental entre mim e esses seres? Estarei a ser repetitivo e mais valeria estar calado?
Pensava nisso, pensava em pensar. Não me lembro do que pensei, mas sei que isso não me foi indiferente. Apercebi-me pela enésima vez que pensar sobre pensamentos remoídos apenas me desgasta neurónios, que me traz preocupações acrescidas, que não me tem levado a lado algum.
Por momentos, tornei-me um extremista intelectual. Proclamei para mim mesmo o primado da acção sobre o pensamento. Comuniquei com a mutilada alma de Hitler e de outros da mesma laia.
Se as viagens que faço no meu pensamento, através do tempo e do espaço, fossem reais, já conheceria uma boa parte da via láctea. Ainda assim, mal me consigo perceber.
E com isto tudo, com tanto devaneio, mal vocês que lêem me conseguem perceber.
Tudo isto porque não encontrava um nome para o meu blog que ainda alguém não tivesse escolhido.
Voltando com o pensamento à Terra, lá encontrei algo que achei aceitável. Mas mesmo que fosse do mais obsceno que se pudesse imaginar... Who cares?

